Textos


NA MESMA MOEDA

Qualquer sofrimento passa, mas o ter sofrido não. 
________ Belchior in Amor de Perdição.



Esquerda X Direita?

Tudo farinha do mesmo saco, já adianto.

Um verdadeiro olho por olho, bastando apenas qual dos lados se encontra gerindo o poder para esse ou aquele ser a berlinda da vez.

Macular a dignidade, perseguir, prejudicar é o que a politicalha da direita e da esquerda amam fazer. Criam corruptos, forjam vadias, encenam pedófilos, enquanto o passado ou o próprio presente de seus agentes muito mais sombrio que o dos desafetos é abafado ou ignorado com xingamentos, agressividade verbal e armações de suas legiões de capitães do mato.

E quando temos esquerda versus direita versus Zé ou Maria Ninguém que pensa que é alguém?

Tudo farinha do mesmo saco, sustento.

Enquanto a esquerda segue perseguindo internamente, sobretudo em repartições os ninguéns segundo o conceito deles, recentemente a Direita preferiu amarrar todo o ranço naquele ser unânime, capaz de atingir toda a Esquerda numa tacada só. Mexeram uma única peça e provocaram a comoção de toda uma banda política pátria. 

Admitamos: a esquerda nunca imaginou tamanha sagacidade da direita. Foi pega de surpresa. Já que ambos os lados sempre viveram na zona de conforto de pintar e bordar com os Zé e Maria Ninguéns que pensam ser alguéns.

Lamentavelmente, Lula terá todos os seu pedidos negados e direitos ultrajados. Estará cada dia mais isolado. A não ida para o velório do irmão foi sim pra fazer doer, torturar seu psicológico. Adoecê-lo mentalmente, é o objetivo, para daí, após todos os seus limites testados, após o dilaceramento e escárnio de sua dignidade, se darem por satisfeitos de haver sofrido o suficiente para entender qual é o seu lugar e então ser liberado.

Indubitável o dano existencial. Uma vida maculada não porque tenha cometido algo grave ou reprovável, mas tão somente porque a disputa pelo Poder assim deseja: seu banimento da vida pública.

E não sejam primários em achar que só porque ele não age dessa forma quem o cerca não o faz, ao contrário, basta observar porque os servidores públicos queriam não interessa como ante a possibilidade de mais quatro anos o partido de Lula no poder, execrar a agremiação do primeiro e segundo escalão.

Aqui observo na primeira pessoa que me foi muitíssimo favorável a saída do partido do comando da Administração Pública do País. Mas, colocando o coletivo acima do meu ego, preferi realocar o tal " meu pesadelo" no Poder, votando no candidato do partido, tão somente, repito, com vista a manter as políticas inclusivas das classes menos abastadas.

"É o que dá se fazer de forte", dizem.

Em meio a alternância limpa ou não do Poder, a patuléia sobrevive porque sabe que ele (o Poder) é cíclico. Os alguéns sempre vão. Os ninguéns permanecem.

Terá Lula a mesma gana e capacidade de resiliência dos ninguéns? 

Como quem não quer pra si não deseja pro outro, torço pelo sim. Empatia.  
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Imagem by Google.
Luana Sávia Aires
Enviado por Luana Sávia Aires em 31/01/2019
Alterado em 31/01/2019
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